Primeiro ato
Cena 1
A princesa Vana sucede o pai, rei Lindu, e assume o poder. Com fama de
independente e temperamental, manda decapitar alguns cortesãos corruptos
do pai e recebe elogios no terreiro do Paço.
Cena 2
Insatisfeitos, muitos cortesãos vão reclamar ao rei Lindu, que goza de
retiro no campo e na praia com ajuda de súditos. O rei os convence de
que a rainha está apenas querendo se afirmar.
Cena 3
A
rainha Vana faz manobras arriscadas na economia e continua desagradando
os cortesãos do pai. Surge insatisfação popular, a rainha tenta
responder, mas os cortesãos escondem os decretos.
Segundo ato
Cena 1
A rainha enfrenta um plebiscito sobre sua permanência no trono.
Enfraquecida pela economia e debilitada por escândalo de furto na
cocheira real, pede ajuda aos cortesãos do pai que evitava.
Cena 2
A rainha Vana assina lei que promete benevolência com quem delatar
esquemas corruptos no Paço. É confirmada no trono, mas, em seguida, a
economia sofre desligamento programado.
Cena 3
A corte é
devassada por um magistrado. Cortesãos são presos por um oficial de
olhos grandes, o terreiro do Paço é agitado por panfletistas pró e
contra a família real. A rainha Vana se isola.
Terceiro ato
Cena 1
O rei Lindu também é investigado.
Fecha acordo com a rainha de que voltará ao Paço e será o Regente, para
fechar acordo com os cortesãos a fim de conter o magistrado, que por
sua vez fecha acordo com os panfletistas que atuam contra a família
real, os quais por sua vez fecham acordo com os principais comerciantes,
senhores de terra e cortesãos do reino de que, derrubada a família
real, a situação será controlada.
Cena 2
O ajudante de
ordens da rainha Vana é preso pelo magistrado e decide usar a lei que
ela própria assinara para não ficar detido nas masmorras dos Pássaros de
Bico Fechado. Entrega novos detalhes do esquema de furto na cocheira
real e complica a situação do rei Lindu, que decide invocar o direito
que o deus KaMa lhe deu de liderar para insuflar parte da população, com
ajuda dos panfletistas que apoiam a família real.
Cena 3
O
magistrado escuta que o rei Lindu está a caminho do Paço para assumir a
regência e determina o bloqueio da estrada. O rei Lindu escuta que o
magistrado vai bloquear a estrada e segue ao Paço através de um atalho. O
magistrado expede ordem de prisão contra ele e manda chamar o oficial
de olhos grandes para cumpri-lo, mas é avisado de que o oficial foi
preso por esquema de contrabando nas fronteiras do reino.
Cena 4
(Aqui, o drama é pós-moderno e cada qual o conclui com a cena que
desejar. Na versão escrita pelo Bobo da Corte, o oficial de olhos
grandes é recolhido às masmorras dos Pássaros de Bico Fechado, faz um
puxadinho na laje e assa um churrasquinho de gato todo sábado com a
turma a quem ele até já se acostumara mesmo a dar bom-dia. E são
infelizes até o próximo escândalo deixá-los para trás.)
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